Faça de 2019 o ano que nunca aconteceu: encare o mundo. Viva seu sonho.

Não perca seu tempo de ser feliz.

Eu demorei muito tempo para abraçar a felicidade tentando chegar nela de outras formas. Até hoje faço isso. Minha insegurança e timidez me fazem tentar sempre entrar nas portas da vida pelas beiradas. O tal “se joga” nunca funcionou comigo direito até 2018.

Depois de um segundo semestre conturbadíssimo em 2017, decidi que se eu não mostrasse ao mundo a minha força, eu afundaria como numa areia movediça. Afinal, não adianta plantar. Eu também não é só colher! Você precisa deliciar os frutos que produziu como se fossem os últimos instantes da sua vida.

Eu fui feliz vivendo um Botafogo infeliz afundado a dívidas e crises. Fui feliz porque, nos meus sonhos, eu era sempre feliz, me imaginando trabalhar com o que amo, acompanhando meu clube. A cada vez que arrasto o telefone para o lado pra começar o stories, eu viro criança de novo. E procuro não crescer mais sempre que adentro o portão da leste inferior com meus amigos. 

O 2018 pode ter sido murcho para o meu coração de torcedor. Talvez ele tenha virado estrela solitária. O menino de Teresópolis sorria bobo na medida em que o trabalho fluía, o número de jogos aumentava, a vivência em preto e branco se fazia mais viva, o nome “Braune” era dito por crianças que me viam. Eu não podia ser mais feliz.

Evolução, amadurecimento, porradas, choros, angústia. O frio na barriga que meus professores tanto falavam em aula que um jornalista teria, começaram a surgir. É uma angústia boa. Tanto quanto foi palestrar para companheiros de faculdade em setembro. Ao lado do meu ex-chefe. Escutar dele que “cresci” e que “estava impressionado”. Foi gratificante. E tudo isso só foi possível porque mergulhei de cabeça nos meus sonhos. Passei a ouvir meus ídolos mais atento. Inclusive, novos ídolos puderem surgir. Principalmente no campo da mensagem, do rap, da palavra dita na lata. Eles te fazem enxergar o que é óbvio para a genialidade deles. Vide chorão. VAMOS VIVER NOSSOS SONHOS. TEMOS TÃO POUCO TEMPO.

São 23 mil novos companheiros em 12 meses. É isso porque falam que o Botafogo não tem força, hein? Isso porque amam falar da gente em tom pejorativo. Eu e o Botafogo temos muito em comum. Subestimados. Fui subestimado a infância toda. “Um dia você esquece essas maluquices”, me diziam na adolescência. Na redação onde trabalhei em 2017, o deboche com o qual tratavam o Botafogo era descarado. A mim também. “Por que ele tem um site? Por que ele escreve? Por que grava vídeos? Ninguém vê!”.

Eu faço o que amo independente de quem veja. E fiz com tanto amor que ninguém calou. Ouviram. 

Hoje não só colho os frutos que plantei. Eu plantei enquanto todos riam de mim cuidando das sementes em meio a uma tempestade. Hoje eles seguem trancafiados em uma sala a me observar com o resultado. E hoje eu só quero deliciar tudo isso. Com meu pai, minha mãe, meus tios, meus irmãos que fiz em 2018, os que me acompanham e me admiram. Se tem alguém lá em cima me vendo escrever isso, deve estar rindo bobo. Devia estar rindo desde o ano passado quando eu me encontrava um poço de tristeza. Ele sabia que o jogo ia virar ainda mais. 

Fizeram virar comigo: Vitinho, Lopes, Pedro, Lucas Lopes, Dinho, Vitorinha, Isa, Marcos Rosa, Samanta, Mariana, Kelly, Alexie, Krau, Léo, Portella, Edgar, Arthur, Zé, Pedro Mendes e seu irmão, André, Akra, Bibi, Bruna, Cadu, Café, Seraphim, Trompete, Lucas Marques; Pedro Chilingue, Thiago Pinheiro, Rafael Yan, Breno Campos, Luna, Wellington Arruda, Samanta AlvesFabiano Bandeira, Rebeca, Willian Godoy, Anderson Vitorino, Evandro Jades, Thiago Grachet, Zé Fogareiro; Ícaro Vinicius, Daniel Nogueira, Gustavo Marinho, Danilo Julião, Fabi Azevedo, Glaucia filha do SR. Delneri; Rica Perrone, Robson Aldir, Mauro Beting, Sidney Rezende, Felipe Santos, Clóvis Monteiro, Mauro Silveira, Alexandre Caroli, Lucas Evangelista, Lucas Sousa, Gabriel Molon, Gabriel Dias, Gabriel Queiroz, Gabriel Santos, Renato Smanio, Jorge Vasconcellos; os inesquecíveis irmãos de Teresópolis também. Do Comary, do principal, da cidade; os amigos da pelada do Neto, nas segundas e quintas.

Sigamos juntos em 2019. E que venham mais inúmeros para somar. 

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