Fontes apontam possíveis explicações para o grande número de lesionados no Botafogo

A quantidade enorme de atletas contundidos no clube fez a diretoria desligar o Coordenador do Departamento Médico.

As constantes visitas de jogadores ao Departamento Médico do Botafogo extrapolam até mesmo os já exagerados casos de jogadores contundidos nos grandes clubes do futebol nacional. No ano passado, a equipe alvinegra foi a que mais teve jogadores contundidos na primeira divisão do campeonato brasileiro. Ao todo, foram dezessete jogadores lesionados, e o mais impressionante: todos os onze titulares do elenco de 2016 estão inclusos.

Em 2017, a história não vem sendo diferente – e se agrava ainda mais. Treze jogadores já passaram pelo Departamento Médico do clube em menos de três meses de temporada. O meia Montillo, um dos que já sofreram com lesões esse ano, já se machucou mais de uma vez, assim como o zagueiro Joel Carli.

Na manhã de 7 de abril, o Botafogo emitiu uma nota oficial anunciando o desligamento do Coordenador médico do clube, Dr Luis Fernando Medeiros, e de um dos ortopedistas do clube, Dr. Alexandre Sales.

De acordo com profissionais de dentro do clube, há muitos pontos que explicam um número tão grande de lesões em relação a outros clubes.

Um deles é o grande número de lesões traumáticas que, por serem causadas por impactos ou pancadas, são acidentes inevitáveis e inerentes ao esporte. Dos treze contundidos em 2017, um terço deles sofreram fraturas ou entorses.

Por conta da pré-libertadores, outro forte motivo teria sido a pré-temporada foi mais curta, e o foco principal foi o entrosamento e a integração do time. A preparação física teria ficado em segundo plano a pedido da comissão técnica, que precisava entrosar o time o mais rápido possível para as partidas decisivas logo no início da temporada, priorizando, assim, a parte técnica antes da parte física.

Além disso, o tempo de preparação até a primeira partida da equipe na pré-libertadores foi de apenas vinte dias, um período de tempo mais curto que a de Flamengo, Fluminense e Vasco, o que pode ter desgastado ainda mais alguns jogadores. O zagueiro Joel Carli, por exemplo, sofreu sua primeira contusão muscular no ano ainda no início da pré-temporada.

Segundo informações, a estrutura médica do clube estaria em um nível muito melhor que há dos anos atrás, antes da chegada da nova diretoria, e que, comparada à dos outros clubes cariocas, o Departamento Médico do clube estaria em boas condições. No entanto, clubes como o Flamengo, por questões financeiras, ainda se encontram num patamar mais elevado. O catapult, um sistema de monitoramento da movimentação em campo, que já é utilizado pelo DM rubro-negro há um bom tempo, ainda está em processo de aquisição no Botafogo. No entanto, assegura-se que as condições médicas do clube estão em um bom nível.

O clube carioca entra em campo pela Copa Libertadores novamente no dia 13 de abril, contra o Atlético Nacional, em Medellín. Para a partida, além de Jefferson e Luís Ricardo – contundidos desde o ano passado – o Botafogo não conta com os laterais Jonas e Marcinho, ambos afastados por seis meses por entorses no joelho. O capitão Joel Carli também está vetado para a partida por uma fratura no metatarso. O zagueiro Marcelo, que se recupera de uma contusão na coxa direita, também é dúvida para a partida na Colômbia.

O Botafogo afirmou ainda, na nota oficial, que pretende anunciar em breve o novo Coordenador Médico do clube. De acordo com informações, além da nova chefia médica, o Botafogo pretende aumentar o plantel e contratar mais dois ortopedistas, que se juntarão ao Dr. Salvio Magalhães, que está no clube desde 2015.

Daniel Braune
(Foto: globoesporte.com)

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