A IDEIA IDIOTA – Um feliz 2018. Não desacredite em nada que ainda não aconteceu!

“Quando você crescer você larga essa ideia idiota”

Se existe uma coisa que a gente aprende nessa vida é de que, apesar de que tudo talvez seja predestinado, nada é definido até que a gente veja ocorrer com nossos próprios olhos.

Muita coisa vem acontecendo, dia após dia, mês a mês. Tenho reflexões malucas, vejo como eram as coisas há um, dois anos atrás, e não acredito que tanta coisa já me aconteceu. Nem acreditaria se me contassem tudo antes. Quanta coisa mudou, cresceu, evoluiu.

Apesar das boas condições, sim, eu vim do nada. De uma fazenda, de uma serra, de um lugar sem a menor perspectiva para criar um comunicador, tampouco lança-lo na cidade mais comunicativa que o mundo já viu. Ainda mais no meio do esporte. Ainda mais na cidade onde o esporte se torna o lazer, o folclore e a embriaguez do povo que a povoa.

Bom ou ruim, meu trabalho tem feito barulho indiscreto. A ideia idiota vem alcançando muita gente, que se delicia ou se dói. Pessoas – de todos os tipos – leem, veem, comentam, compartilham. E tenho me emocionado com cada resultado. Seja a Dona Glaucia, mãe do eterno Seu Delneri, que me parou na porta do estádio pra dizer que tenho um futuro brilhante pela frente ao me ouvir na Rádio Tupi; comentaristas, que me parou no corredor de uma festa pra elogiar meus trabalhos no estágio, e dizer que estou “muito acima”; um rapaz chamado João Pedro, que hoje considero um irmão, depois de ter me feito chorar com uma mensagem de que eu era inspiração para ele, e que todos os meus vídeos ele mostrava para que o avô dele pudesse ver – ou melhor, OUVIR, já que o Seu Rosalvo é cego.

O Jefferson, que ligou chorando pro assessor de imprensa dele perguntando “quem era esse cara” que tinha escrito aquela carta. Os jogadores, membros de comissão técnica, jornalistas e influenciadores digitais – enfim, ídolos – que eu noto que espiam meus vídeos e postagens. Como o Fabiano Baldasso, colorado monstro da comunicação no Rio Grande do Sul, me deu uma moral indescritível; do craque da motivação Clóvis Monteiro, que tanto me deu alegria de fazer o povão do Rio de Janeiro conhecer a minha voz narrando as crônicas que escrevo; outros sequer me seguem, mas só de saber que chegou neles…

Meu recado vai para todos que me acompanham – este parágrafo para os que me conhecem pelo time que torcemos: nada é impossível, meus amigos. A gente sabe bem disso. Talvez o Botafogo já tenha tido, treinando em General Severiano, o melhor time do mundo por algum momento, e o pior por outro. Mesmo assim, ele sempre pode surpreender. Vimos o suposto defunto pós-2014, o novo Guarani, a piada de 2015, o suposto saco de pancadas do brasileiro de 2016, se tornar o 6º melhor time da América em 2017 – mesmo não sendo, nem de longe, o 6º melhor do próprio país. No quesito grana, talvez esteja na zona do rebaixamento com sobra.

Por que estou falando tudo isso? Porque tenho só 21 anos e tudo isso vem me acontecendo a cada dia. Sem experiência, sem jornalista na família, sem influência pra entrar nos lugares, sem ninguém pra me dar um empurrãozinho pra me beneficiar de outras formas. Meu gás vem ao pensar na minha mãe, dona Neila, que luto, mais do que tudo, para dar a ela a vida que merece; no meu pai, que abdicou do luxo pra me dar não só sua paternidade, mas a parceria de um irmão do filho único da casa; dos meus tios, Glaucia e Gustavo Henrique, que acreditaram, com o mesmo amor que exerço meus trabalho, no meu potencial, e me dão TUDO o que tenho. Se respiro, ou melhor, se tenho vontade de respirar, é por esses dois especialmente. Pela minha prima Letícia, a irmã que nunca tive. Nos meus cães, que conseguem se comunicar comigo da forma mais tocante, sem palavras trocadas por falta de necessidade.

Pelos meus amigos em situação financeira delicada, que me ensinaram a sorrir até no pior cenário. Enquanto eu ainda ronco,Gabriel já está de pé na porta do BRT ou do ônibus, rumo a uma longa viagem, diária, à universidade. Já o Lucas não. Esse tinha que chegar até um pouco atrasado, pois precisava ajudar a mãe a levar o pai no hospital. Hoje, o velho dele deve ter um orgulho danado do moleque que ele criou. 

Pela minha cidade, pelos meus amigos, da serra teresopolitana que, mesmo de tão longe, parece que, em TUDO no Rio consigo lembrá-los e carregá-los comigo no coração. Talvez por isso eu não largue a porra do meu telefone pra mandar mensagem a eles o tempo todo falando as coisas mais imbecis possíveis.

Eu estou pronto pra seguir com minha ideia idiota, ao lado do meu clube idiota. Pronto pra seguir cobrindo o Botafogo na ideia que tive em minha rede social desde maio, e que, mesmo desacreditada por muitos que debocharam no começo, já está perto de alcançar 7 mil seguidores antes de completar 7 meses de existência. Talvez eu tenha aprendido, com o meu clube, a surpreender que gosta de falar demais.

E vamos juntos. Eu, você, meu meio de comunicação, o Botafogo. Atrelados, determinados a calar a boca de muita gente que duvida e seguirá duvidando de nós, mesmo que já tenhamos deixado tantos de queixo caído. Que venham mais rostos com cabeça-oca boquiabertos em 2018. Seja em campo, fora dele, nos meus humildes vídeos, nos meus saltos sem influência alguma de qualquer força ou ajudinha. A gente sua sangue. Preto e branco. Colheremos os frutos, juntos, lá na frente.

Obrigado, 2017. Pelos novos amigos na imprensa, no Botafogo, na Loucos, na PUC, na TJB, no Quintas do Rio, na Diretoria, no Exilados, em Terê, no Rio, no Nordeste, nos estádios, em todos os locais, de nível classe E a A, que costumo frequentar. E sorrio de orelha a orelha em qualquer um deles, graças à simplicidade que Deus colocou na minha alma com exagero. 

Botafogo: eu e você começaremos 2018 por baixo. Pelas coisas que terei de me desligar, pela cirurgia que está por vir. É disso que eu e o Botafogo gostamos. Surpreender. Temos fome da dúvida dos outros. Desde que nascemos, crescemos e nos entendemos por gente, clube ou estrela.

Um feliz 2018 a todos. Sigam acreditando nas ideias idiotas. Dependendo de quem a julgue, vira até elogio. Elas podem salvar o seu ano tão burocrático e quadrado.

Muita luz pra nós!

Abs,

Daniel Braune

#braunefogo

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