Não adianta vídeo: o árbitro precisa ser profissionalizado para ontem

“E se tivesse o vídeo?”

O lance patético que deu ao Inter a vitória sobre o Luverdense não é o primeiro caso polêmico que nenhuma câmera, vídeo, drone, GoPro, fiação elétrica ou pardal eletrônico resolveria. 

O bandeira levanta o braço na ânsia de dar um impedimento do Pottker que talvez não tenha participado. Muda de ideia instantaneamente, põe até a mão na cabeça, tamanho foi o desespero – e o despreparo. Chega a invadir o gramado, correr e saltitar. Enquanto corria para validar o gol, certamente a única coisa que se passava era: “que merda.”

Assistente se equivoca – e se desespera. O árbitro robô não o salvaria nem no videogame

 A defesa – e o ataque – inteiro param, o Inter faz o gol, o árbitro contesta o confuso assistente, e a merda está feita. 

Vídeo? Nem o slow motion mais tecnológico já desempenhado e investido por Steve Jobs resolve algo que cabe a um ser humano fazer. E nesse caso, costumeiramente, tendeu para o lado do maior.

Um indivíduo que tem uma função a exercer deve saber o que está fazendo. E para isso, deve ser profissionalizado à altura . Deve ser submetido a treinamentos, concentração, técnico e psicológico, tal como os jogadores que eles fiscalizam, jornalistas, advogados e autoridades. 

Por favor, profissionalizam nossa arbitragem. Futebol não é FIFA – e nenhum dos sentidos. Não é máquina, tal como no joguinho FIFA, que vai decidir as coisas. Máquinas não pensam; não é o que a entidade FIFA acha que vai ser solução. Não adianta dar replay pra resolver: o lance em tempo real também tem que existir. E o que aconteceu hoje, de fato, não existe.

Máquinas servem para auxiliar, não resolver. Quem resolve, por fim, é sempre o ser vivo. Que se formem árbitros.

Daniel O. Braune

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