Todo ano tem uma homenagem ao maior 6 da história. E por que será que o repertório de palavras não acaba?
A justificativa passa longe da minha suposta criatividade. Sempre dá pra falar de Nilton Santos. 

Tentando ser breve, já se sabe: maior lateral esquerdo da história da seleção brasileira e do futebol mundial, além de maior ídolo do único clube em que jogou. E acredita que ainda sobra muita coisa pra falar?

Nilton é fora da curva. Além de jogar, revolucionou. Aos supostos gritos dos treinadores de “Volta, Nilton!”, o se acostumou a voltar do campo de ataque – comemorando. Foi o primeiro lateral a realizar essa proeza. O primeiro a revolucionar uma função sem a necessidade de grandes estudos ou tempo.

Nilton era gênio por natureza. Sua espontaneidade encantava o Brasil e desesperava o espanhóis na Copa de 58, com aquele famoso passo à frente; malandragem e classe em paralelo. Sequer sujava os uniformes e marcava com maestria. 

Tinha aura única e própria. Afinal, ao mesmo tempo em que é considerado o maior ídolo da história do Botafogo, é o principal responsável pela criação do único jogador que ameaça seu posto de rei alvinegro. Se dizem que sem Garrincha não haveria Pelé, sem Nilton Santos, portanto, não haveria nenhum dos dois.

Nilton foi o pai que Garrincha não teve na vida profissional. Também foi o irmão e companheiro que o trilhava rumo à glória. 

Nilton Santos é sinônimo de Botafogo. Coletividade e fidelidade junto a uma singularidade incomparável. Uma enciclopédia sempre alia todas as vertentes.

Nilton é o ponto fora da curva, a própria estrela separada da constelação – estrela solitária. 

Qualquer homenagem é pouca ao homem que fez Botafogo e Brasil trocarem um simples seis pelo único meia-dúzia já visto. 

Parabéns, Nilton! Por aqui, tudo razoavelmente bem. Melhor ainda este ano, ao vermos nossa casa com o seu nome e com as cores de seu traje. Nos sentimos mais perto de você.

Abs,

Daniel Braune.

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