O Dia Que Paolo Não Pode Ser Guerrero. (Por José Passini)

08/12/2017, sexta feira. A torcida do Flamengo vivia a expectativa de jogar a final da Copa Sul Americana, contra o Independiente, maior campeão da Libertadores. Para vencer a equipe argentina, rubro negros de todas as idades depositavam suas esperanças no peruano Paolo Guerrero. Porém, a partir daquele dia, tudo mudou.

O dia amanheceu como qualquer outro, mas no final da manhã, veio a notícia. Paolo estava fora do futebol por 1 ano, após ser pego no doping. Frustração, incerteza, insegurança, dor… Tudo se passava na cabeça do peruano que ao mesmo tempo, não conseguia pensar em nada além de seu povo. Guerrero é herói no Peru e por isso talvez fique aquela sensação de que no final, tudo vai dar certo. Aquela sensação de que o bem vai vencer. Talvez os peruanos sintam o que sentimos aos domingos de manhã, quando olhamos a TV e não vemos mais Ayrton Senna em primeiro lugar na F1.

Guerrero não vai a Copa e o Peru também não iria longe com ele. Porém, sem Paolo, perde o Peru, perde a Copa, perde o futebol. Se faltou o “i” para Guerrero ser guerreiro e levar seu país longe na Rússia, se faltou cuidado à Paolo ao tomar o tal do chá, sobrou comoção, solidariedade e indignação de todo seu povo.

Foi estranho, foi sombrio. Se aprendemos na escola que “m” só pode ser usado antes de “p” e “b”, podemos dizer que essa M… que aconteceu com Guerrero, foi algo bizarro, ou algo Pizarro…

O Peru merece Guerrero e Guerrero merece ir à Copa.

Abs,

José Passini Neto

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