Seleção inglesa: “mergulhadora, falsa e constrangedora”.

Essa foi a forma que o jornal inglês Daily Mail denominou Neymar após a partida contra o México, ignorando o estrago que ele acabara de fazer em campo. Além de exagerados, os jornalistas ingleses mal sabiam que estavam prevendo o futuro da própria seleção com essa adjetivação.

Se há, por parte dos britânicos, o “orgulho de ser a única seleção com todos os atletas atuando no próprio país”, o futebol passa longe do nivelamento da badalada Premier League. As atuações dessa Inglaterra passam a ser a prova viva que o futebol inglês tem de tudo – menos ingleses. Pelo menos não em alto nível. Esses são brasileiros, africanos, franceses e belgas.

Em campo, os desenvolvidos ingleses marcaram com um gol de pênalti, e se defenderam dos colombianos que, como manda a cartilha de um bom futebol latino-americano, partiram para cima durante quase todo o jogo, tiveram o controle e, por justiça, empataram a partida no último minuto. Nas penalidades, o golpe da fatalidade colocou os ingleses nas quartas. Mas só isso.

Como se não bastasse a atuação pífia com a bola nos pés, os desenvolvidos e civilizados britânicos se comportaram como a imprensa do próprio país tanto condenou na equipe brasileira nas manchetes da quinta-feira, espalhadas por Londres. Deram show de atuações de teatro ruins, se jogavam com mãos no rosto, tentavam ao máximo ludibriar o confuso árbitro da partida. O zagueiro Harry Maguire, caiu depois de adiantar a bola diante do zagueiro Sanchez. O que será que derrubou aquele verdadeiro Gentlemand inglês desenvolvido? Deve ter sido macumba. Ah, esses latinos…

Inglês civilizado é golpeado por bruzaria latina. (AP Photo/Antonio Calanni)

A Inglaterra fingiu, simulou, se segurou contra a quarta/quinta força do futebol sul-americano, mas avançou. Portanto, para definir a atuação dos inventores do futebol, parafraseio a imprensa mundial a respeito de Neymar, que tomou um pisão em sua cirurgia e, se exagerou, foi induzido a isso: UMA VERGONHA PARA O FUTEBOL.

Se atentem ao que está errado por aí antes de falar da seleção pentacampeã. Sei que é difícil. A gente tem muita estrela pra contar. E tratem de, no mínimo, jogar bola, como o “patético” Neymar faz muito bem.

Abs,

Daniel Braune

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