Tite é um mágico: não houve sinais de críticas após a 1ª derrota

Veio a primeira derrota na era Tite. Mesmo apresentando um futebol completamente superior durante os noventa minutos da partida, em todos os aspectos, o Brasil perdia para a Argentina.

Logo imaginei o início das críticas ao trabalho do professor.

"Contra Paraguai e Equador é fácil",  "Tite é retranqueiro desde o Corinthians", "connvocar Fagner e Taison dá nisso!", "vai ser a mesma coisa da Copa de 2014, vai empolgar e morrer"

Me equivoquei totalmente.

"Jogamos melhor, propomos o jogo, seis reservas em campo, primeira derrota em dez jogos. Tite tinha e ainda tem créditos. Os dois amistosos desse período são para testes, esquemas diferentes seriam praticados. Tá ótimo". Foi o discurso totalmente coletivo dos torcedores brasileiros.

Pode não parecer, mas vemos aqui um fenômeno mais raro que uma chuva de meteoros: brasileiros concordando de maneira unânime após um resultado negativo.

E não é em vão. A figura do professor te dá confiança, eu sei. Seu carisma, sua humildade. Sua determinação e vontade de aprender e se atualizar cada vez mais está estampada na sua testa – essa sem o termo "vacilão".

E o importante é que isso tudo é posto em prática. Sua equipe tem agressividade e criatividade para atacar, compactação e segurança para defender, disciplina tática exercer funções, respeitar posicionamentos e penetrar com facilidade. O cientificismo e a genialidade de Adenor recolocaram o Brasil nos trilhos do futebol, pegando um atalho direto para o topo dele.

Mas sabemos como é o brasileiro. Quando vi Tite perdendo a primeira logo para a Argentina, já avistei as pedras nas mãos dos corneteiros; ilusão minha. Tudo coisa da minha cabeça. Talvez eu esteja traumatizado com tantas críticas injustas repentinas nos mais diversos casos por aqui.

Ideias em mente, perfeição na prática e, mesmo no insucesso, confiança COMPLETA do torcedor. Classifico como um fenômeno. Perde, chama jogadores que causa estranheza, improvisa jogadores em funções diferentes. 

"Não importa! Confio no mestre". 

Pela primeira vez, temos um craque de verdade à beira do gramado. Trata-se de um gênio, dentro e fora de campo. O mago que conquistou o Brasil e sua confiança. 

Os críticos podem estar guardando as cornetas mais para frente, num eventual insucesso. Mas só o silêncio prevalecente após essa derrota já demonstra o respeito geral por Tite.

O que mais o senhor Adenor é capaz de fazer?

Abs, 

Daniel Braune

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